As crianças do nosso dia a dia, tem uma característica comum de sua idade, que é questionar o algo novo que vêem diante de seus olhos, pode parecer ate irritante, mas é uma das virtudes eficazes do conhecimento.  Podemos dizer que  filósofos e crianças têm, portanto uma importante ligação comum, onde ambos possuem a função de serem receptivos e sensíveis às coisas, questionando, validando e refletindo as objeções do mundo.

Será que você aceitar tudo como é, sem saber de onde veio, porque existe ou porque acha incompreensível? Será que tudo que passa nos jornais você aceita como verdade sem checar as fontes?, Será que todos realmente falam a verdade? Ou simplesmente só apenas balança a cabeça para as novidades?

Significa que você já se acostumou tanto com o mundo, achando que não ira precisar de nada.

Questionar sempre é fundamental, procurar respostas  para haverem mais perguntas, imaginar e pensar. Praticamente sonhar com o infinito, transcender a realidade, lançar-se numa jornada rumo aos limites da linguaguem e da existência. Isto é filosofia, assim é filosofar. Dar sentido as coisas.

Que de tão bela, como uma obra de arte, são poucos  que a verdadeiramente compreendem a filosofia. Mas não necessário um curso ou uma faculdade para filosofar, nos o fazemos dia a dia, meio que imperceptível,  transcorre em nossas vidas e a utilizamos como sobrevivência.

Enquanto muitos lá em baixo, muitos acham o filósofos como loucos ou uma ameaça ao seu ambiente, posso afirmar que todos estão surdos, pois a filosofia é a gritaria, para que estes possam ouvir a voz da razão.

Mas afinal o que é filosofia?

Publicado: agosto 18, 2011 em Uncategorized

 

                  Entre os antigos gregos predominava  inicialmente a  consciência mítica, que foram na verdade respostas forjadas pelo conhecimento popular, onde se diziam que  as forças da natureza tomam a vida, forma-se o Universo, nasce o homem, surgem os animais e explicam-se, segundo a ótica mágica da mitologia Greco-romana, os primórdios da existência e da história  da humanidade.

                  Pitágoras (sec.VI a.C.), um dos filósofos pré-socráticos e também matemático, teria usado pela primeira vez a palavra  filosofia (philos-sophia), que significa “amor à sabedoria”. Assim, com o auxilio da etimologia, podemos ver que a filosofia não é puro logos, pura razão: ela é a procura amorosa da verdade.

               Se a filosofia é essencialmente teórica, isso não significa que ela esteja à margem do mundo, nem que constitua um corpo de doutrina ou saber acabado, com determinado conteúdo, ou que seja um conjunto de conhecimento estabelecidos de uma vez por todas. Ao contrário, a filosofia supõe uma onipresente disponibilidade para a indagação. Por isso, segundo Platão, a primeira virtude do filosofo é admirar-se. Essa é a condição para problematizar, o que marca a filosofia não como posse da verdade, mas como sua busca. OU seja, se o filosofo é capaz de se surpreender com o óbvio e questionar as verdades dada, aceita a dúvida como desencadeadora desse processo crítico.

         Para Kant, “ não há filosofia que se possa aprender; só se pode aprender a filosofar”. Isso significa que a filosofia é sobretudo uma atitude, um pensar permanente.  É um conhecimento instituinte, no sentido de questionar o saber instituído. 

           O tecido do pensar do filósofo é a trama dos acontecimentos, é o cotidiano. Por isso a filosofia se encontra no seio mesmo da história.

          A filosofia  interessa a todos ser humano, é que, ainda  segundo Gramsci, o especialistas filósofo é  diferente dos outros especialistas (como o físico ou o matemático). Por exemplo, podemos bem pensar que enquanto grande parte dos indivíduos não precisa se ocupar com assuntos como trigonometria, o mesmo não acontece com o objeto de estudo do filósofo, cujo interesse se estende a qualquer um.

              Por isso é importante o ensino de filosofia nas escolas, não propriamente para despertar futuros filósofos especialistas, mas para aprimorar a reflexão crítica típica do filosofar e inerente a qualquer ser humano.  Nesse sentido, o ensino da filosofia  deveria se estender a todos os cursos e não só às classes de ciências humanas.